terça-feira, 9 de julho de 2013

Uso de espécies vegetais como adubação verde



A tecnologia é recomendada para o pequeno produtor por exigir menor uso de insumos externos, principalmente fertilizantes e herbicidas. A produção e a multiplicação de sementes também podem ser feitas na propriedade, e a mão-de-obra familiar, em geral, é suficiente para manter as atividades necessárias à aplicação dessa tecnologia.

O uso de sistemas de manejo conservacionistas como o plantio direto, associado à rotação de culturas e emprego de plantas de cobertura e adubação verde, pode resultar em uma série de benefícios ao solo, como a redução da erosão pela ação de cobertura e agregação do solo; diversidade de espécies vegetais nos agroecossistemas; incrementos de nitrogênio por meio de fixação biológica (FBN) e incorporação de biomassa do solo; aumento da disponibilidade de fósforo via associação com micorrizas e atividade enzimática; acúmulo de nitrogênio e carbono no solo; maior eficiência na ciclagem de nutrientes; menor assoreamento de mananciais hídricos; redução do uso de combustíveis fósseis; flexibilidade nas operações de semeadura e de colheita; redução da dependência de insumos externos, principalmente, fertilizantes e herbicidas; menor risco ao meio ambiente; e maior possibilidade de lucro ao produtor.

No verão, as principais espécies de adubos verdes utilizadas são: mucuna preta (Mucuna aterrima), Crotalaria juncea, Crotalaria ocroleuca, Crotalaria spectabilis, Crotalaria paulina, feijão-de-porco (Canavalia ensiformis), guandu (Cajanus cajan), girassol (Helianthus annus), milheto (Pennisetum glaucum) e sorgo forrageiro (Sorghum bicolor); enquanto no inverno, são: aveia preta (Avena strigosa), nabo forrageiro (Raphanus sativus), ervilhaca (Vicia sativa) e ervilha forrageira (Pisus arvense). As espécies de adubos verdes podem ser usadas isoladamente ou em conjunto formando um coquetel. O coquetel de adubos verdes é a mistura de espécies de diferentes famílias, que possuam diferentes hábitos de crescimento (arquitetura da parte aérea) e ocupem diferentes estratos do solo (desenvolvimento do sistema radicular).


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